14/08/12 – sei lá

Belarossa, mignon, abantesma.

Só pra saber
tem hora certa de ter soberba?

..

Relatos de C. Spaniel
era gorda
baranga
zarolha
e muxibenta
tinha cheiro de chulé
olho esbugalhado de ovelha
e roncava da orelha ao pé
nao era velha
era pug

Nao precisa nem de livro

A bruxa wicca da cidade
Trabalhava todo dia no escritório
Transbordando seriedade
Grampeava um documento como raras
Assinava o protocolo sem nem ler
Tinha o cabelo pintado
com tons de branco e vermelho
Ninguém sabia porque
Se era doença, queimadura
Resquício de um estilo confinado no passado
Ou o quê
Deu a hora ela chegava em casa
Cansada do trabalho obrigatório
Pro início dos trabalhos paralelos
Atiçava a energia da ponta dos dedos
Usava o livro de aprendiz de feiticeira como base
Triturava boa tala dos ingredientes frescos
Fazia amarração na seda mais fina
E consumia de corpo e alma
Aquele tremendo baseado
Que coroava diariamente sua rotina
De funcionária modelo,
Bruxa wicca meia boca
E maconheira de primeira linha


Pequeno caso assombroso
Ela saiu pra fazer compras com a mãe
Voltou antes da hora
Viu marido e pai de pau pra fora
Fornicando encaixando suas peças como se não pudesse caber amanhã
E de fato naquela família torta
Nunca mais caberia
Não adiantaria prece
Pois a história foi flagrada pela tia
Que manobrava os perdidos
Por ali no seu salão do espelho
E decidiu que era hora finalmente de apertar o botao proibido vermelho
Com pressa
E cada história e cada ente
que até então havia
Desapareceu como se nunca houvesse.

 

 

 

 

 

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